
Saiba mais:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/11/pacotes-bomba-sao-enviados-a-cinco-embaixadas-na-grecia.html.


O projeto de lei para a reforma da previdência foi finalmente aprovado no Senado e esta indo para a etapa final que é a aprovação do Parlamento. Mesmo na Toussaint (uma semana de folga), as manifestações e greves continuam por todo o país e a maior preocupação do governo é a normalização do abastecimento no país, que esta interrompido pela paralisação de refinarias e depósitos de petróleo.
Mas esse post não será dedicado as manifestações, chega delas por enquanto. Essa semana vou falar da infeliz declaração de Jean-Paul Guerlain, um célebre perfumista, no canal France 2 (um dos principais do país). Este questionado sobre a criação do perfume Samsara respondeu: “ Por uma vez, eu trabalhei como um crioulo. Eu não sei se os crioulos sempre trabalharam tanto assim, mas enfim...”. Pronto, polêmica feita. No twitter começou uma campanha de boicote a Guerlain, que nem é mais de Jean Paul (pertence ao grupo LVMH), a marca por sua vez se pronunciou contrária a tais declarações, assim como a ministra da Economia, Christine Lagarde. A cidade de Montpellier renunciou a uma campanha publicitária da Guerlain. As associações SOS Racisme e o Conselho Representativo das Associações Negras (CRAN) querem denunciá-lo e promoveram nesse domingo um protesto em frente a loja Guerlain da Champs-Elysées, o qual atraiu cerca de cem pessoas. E ao Jean Paul só restou pedir desculpas e esperar que as pessoas se acalmem.
Porém, por que essa declaração gerou tanto problema? Primeiro, a palavra usada por Guerlain para se referir aos negros, “nègre”, uma forma depreciativa de chamá-los. Segundo, a França passa por sério problema com os imigrantes africanos, os quais se sentem descriminados pelos franceses e são visto pela população francesa como imigrantes pobres geradores de despesas para o governo e causadores do aumento da violência e de muitos dos problemas sociais que o país enfrenta. Assim, as declarações de Guerlain reavivaram o conflito já existente dentro da sociedade francesa, por isso o envolvimento do governo no caso, o qual viu a necessidade de se pronunciar para evitar que tais declarações sejam generalizadas e se transformem em manifestações violentas. Terceiro, não é a primeira vez que Jean Paul dá declarações polêmicas, da última vez, interrogado sobre a utilização de mão de obra clandestina em suas plantações em Mayotte, ele disse: “Já se sabe que aqui a mão de obra clandestina é um mal endêmico".
Dica para o Jean: shhhhhhh!! Aprenda com a Weslian Roriz e evite pronunciamentos ao vivo.
Saiba mais:
http://www.lemonde.fr/societe/article/2010/10/22/montpellier-boycotte-guerlain-apres-les-propos-discriminatoires-de-l-ancien-parfumeur_1430112_3224.html
A França enfrenta mais uma dura semana de protestos contra a reforma da previdência, mais de 1 milhão de franceses foram para as ruas nos últimos dias pressionar o governo a abandonar o projeto que prevê o aumento da idade mínima da aposentadoria de 60 para 62 anos. Encabeçados por estudantes e sindicatos, as paralisações atingiram vários setores do país, os meios de transporte, refinarias e depósitos de petróleo (como a Total, uma das maiores do país), os portos, as ferrovias, as escolas, universidades, os produtores agrícolas, etc, entraram em greve.
Mesmo com o país parado e a população insatisfeita, o presidente francês Nicolas Sarkozy e seu partido (União por um Movimento Popular, UMP) não estão dispostos a aceitar a exigências da população, defendendo que estas mudanças na previdência são essenciais e necessárias para diminuir o enorme déficit no sistema de previdenciário e salvar o regime. O projeto de lei ainda esta em processo de aprovação no Senado, o qual deverá votar nesta quarta-feira.
O Estado francês está baseado num regime de bem-estar social, mas este sistema se mostra cada vez mais complicado de manter, especialmente, na França, por causa do grande número de imigrantes dependentes da ajuda estatal, do aumento da expectativa de vida dos franceses e da recente crise financeira mundial.
Saiba mais:
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_39211.htm
Observando o mundo através de uma perspectiva multidimensional e multifocal e, simultaneamente, transmitindo essa complexidade por meio de relatos simples, e não de grandes teorias.'
FRIEDMAN